terça-feira, 21 de abril de 2015

Bonecas coreanas


Gayageum






 Gayageum (ou kayagum) é um instrumento tradicional coreano, parecido com uma cítara, tem normalmente 12 cordas. O nome deste significa instrumento de cordas (geum) de Gaya, um antigo e pequeno país ancestral  da península coreana.   Para o tocar a mão direita faz o som e a esquerda a melodia.

 O gayageum é provavelmente o instrumento tradicional coreano mais famoso. E é um “parente próximo” de outros instrumentos asiáticos como o Guzheng, chinês; o Koto, japonês; o Mongol Yata e o vietnamita Dàn tranh.

Café









Os coreanos começaram a beber café na época do Império Coreano (1897-1910). Na época, o café era uma raridade, mas a mistura de café instantâneo trazida pelo Exército dos Estados Unidos, após a Guerra da Coreia, permitiu que qualquer um aprendesse a gostar de café. Com uma combinação perfeita de açúcar e creme, o café instantâneo dominou o gosto dos coreanos por quase 40 anos. O doce sabor cativou aquelas pessoas que estavam vivendo um momento difícil.

O que costumava ser chamado de “café Dabang“, uma mistura de café, creme e açúcar em proporções aproximadamente iguais de 1x1x1, tornou-se muito popular e estava disponível em vending machines importadas em 1977. A cultura peculiar do café na Coreia, que é servido em uma pequena xícara ou copo de papel, de 120 ml, também foi criada neste período.

sábado, 18 de abril de 2015

Ko Un







Ko Un nasceu a 1 de Agosto de 1935, na província Jeolla do Norte, Coreia do Sul. 
É um dos mais importantes e produtivos poetas coreanos da atualidade. Passou dez anos num convento budista. Em 1960 é publicado o seu primeiro livro de poesia. Desde então publicou para cima de cem livros. Nos anos 70, princípios dos anos 80, foi perseguido, preso e torturado devido ao seu empenhamento político. Ko Un é, desde há anos, um dos sérios candidatos ao Prêmio Nobel da Literatura.

O poeta








O poeta teve de chorar muitos dias e noites
antes de se tornar poeta.
Com trinta anos apenas,
o poeta já tinha chorado muito pelos outros.

Ser poeta quer dizer: estender as mãos.
Ser poeta quer dizer: consolação.
O poeta está sempre ao lado
dos aflitos, dos pobres, dos sofredores.
Neste mundo de desigualdade,
ele é irmão de todos os solitários.

O poeta nunca se encontra sozinho,
ele alberga em si toda a sabedoria do povo.

Por fim, emudecido, o poeta morre
para que renasça como poema.

Ele é, para sempre, uma estrela fiel no firmamento.

Ko Un